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7 erros que encurtam a vida do computador no calor do Piauí
Teresina passa boa parte do ano com os termômetros acima dos 35 °C, e o segundo semestre, o famoso B-R-O-Bró, costuma trazer dias perto dos 40 °C, ar seco e muita poeira suspensa. Para um notebook ou um desktop, esse cenário é exigente. Componentes eletrônicos foram projetados para trabalhar dentro de faixas de temperatura, e cada grau acima do previsto acelera o desgaste de baterias, ventoinhas, capacitores e da pasta térmica que fica entre o processador e o dissipador. A lista abaixo reúne erros comuns em casas e pequenos negócios da capital, de Timon, Altos, União e do interior, com o que fazer no lugar de cada um.
1. Usar o notebook sobre a cama, o sofá ou o colo. A maioria dos modelos puxa ar pela parte de baixo e expulsa pelas laterais ou pela traseira. Quando o aparelho afunda em um colchão ou almofada, as entradas ficam bloqueadas e a temperatura interna sobe em poucos minutos. O processador reage reduzindo a própria frequência para não superaquecer, e o resultado aparece como lentidão justamente quando você abre uma planilha grande ou faz uma chamada de vídeo. Prefira uma superfície rígida e plana. Um suporte simples que eleve a traseira em dois ou três centímetros já melhora a circulação e ainda deixa a tela em altura mais confortável.
2. Deixar o gabinete no chão ou colado na parede. O piso é onde a poeira se acumula, principalmente em casas com janelas abertas durante o período seco, e o gabinete funciona como um aspirador: tudo o que está perto da entrada de ar vai parar dentro dele. Encostado na parede, o ar quente que sai pela traseira volta a ser puxado pela frente. O ideal é manter de dez a quinze centímetros de folga atrás, apoiar o gabinete sobre um móvel ou uma base elevada e evitar a parede que recebe sol direto à tarde, quando o cômodo esquenta bastante.
3. Adiar a limpeza interna por anos. Com o tempo, a poeira forma uma espécie de manta sobre as aletas dos dissipadores e nas pás das ventoinhas, e o equipamento passa a esquentar mesmo em tarefas leves. Em ambientes empoeirados, vale abrir e verificar o desktop a cada seis meses: com ele desligado e fora da tomada, use ar comprimido em jatos curtos, segurando as ventoinhas para que não girem soltas. No notebook, só abra a tampa inferior se o manual permitir e se isso não comprometer a cobertura do fabricante; caso contrário, a limpeza deve ficar com um técnico. Depois de dois a quatro anos de uso, a troca da pasta térmica também costuma fazer diferença.
4. Ignorar os sinais de superaquecimento. Ventoinha barulhenta o tempo todo, desligamentos sem aviso, travamentos em programas pesados e carcaça muito quente perto do teclado indicam que algo não vai bem. Existem programas de monitoramento que mostram a temperatura do processador em tempo real, e muitos fabricantes incluem essa informação no próprio utilitário do sistema. Como referência geral, processadores de uso doméstico costumam ficar abaixo de 80 a 85 °C mesmo sob carga. Se a leitura passa disso com frequência, é hora de investigar ventilação, poeira ou pasta térmica antes que o problema evolua para um componente danificado.
5. Manter o notebook sempre na tomada com a bateria no máximo. As baterias de íon-lítio sofrem mais quando combinam carga máxima e temperatura alta, que é exatamente a situação de quem usa o notebook como computador de mesa em um escritório sem climatização. Muitos fabricantes oferecem um modo de conservação que limita a carga entre 60% e 80%. Procure essa opção no aplicativo de energia da marca e ative-a se o aparelho passa a maior parte do dia conectado. A bateria perde capacidade de forma mais lenta e o risco de estufamento diminui.
6. Ligar tudo direto na tomada, sem proteção. Entre dezembro e abril, as chuvas trazem quedas de energia e oscilações, e o momento em que a luz volta costuma ser o mais perigoso para fontes e placas. Além disso, uma fonte que lida com tensão instável trabalha mais quente. Um filtro de linha com proteção de verdade, e não uma simples régua de tomadas, é o mínimo. Para quem não pode perder trabalho em uma queda, um nobreak bem dimensionado faz sentido, assunto tratado em outro guia deste blog. Já o estabilizador tem utilidade limitada com as fontes bivolt automáticas atuais.
7. Cobrir o equipamento ligado ou guardar o notebook quente na mochila. Capas de tecido e plásticos protegem contra poeira, mas só devem ser colocados com o computador desligado e já frio. Fechar a tampa e enfiar o notebook na mochila logo após uma tarefa pesada, ou deixá-lo em modo de suspensão dentro do carro estacionado ao sol, prende o calor sem nenhuma ventilação. Desligue por completo antes de transportar e espere alguns minutos. Dentro de um carro fechado em Teresina no meio da tarde, a temperatura interna passa facilmente dos 50 °C, o que é ruim para tela, bateria e armazenamento.
Se o calor já deixou marcas, como ventoinha com ruído de rolamento, bateria estufada ou desligamentos frequentes, a decisão entre consertar e trocar depende da idade do equipamento e do custo da peça em relação a um modelo equivalente novo. Guarde a nota fiscal e o certificado de cobertura do fabricante em local acessível, porque defeitos dentro do prazo devem ser tratados com o fabricante ou com a assistência autorizada. O Asia Computadores não vende equipamentos nem presta assistência técnica; o objetivo deste conteúdo é ajudar quem usa computador no Piauí a reconhecer os riscos do clima local e a prolongar a vida útil do que já tem em casa ou no trabalho.